ODE A VOCÊ
I
Hoje ao ver a
Lua sorrir
Mesmo com essa
Idade e meia
Quis num
Istmo
De volúpia
Fazer
Uma ode a você
Sem simetria
Ou
Sem nenhuma maestria
Todavia
II
Para exaltar
A boniteza
Do seu lirismo
Desmedido
Dedilhado
Destilado
Inacabado
Em melodia
Que desafia
III
Como para
Dizer da sua intensidade
Que arrebata
E se torna
Impetuosamente
Lasciva
Lesiva
A razão – emoção
Que busca diapasão
Nas zarabatanas
Guerreiras
IV
Quero expressar
Sobremaneira
Sem patologias
Pedagogias
Gritos ou psiquiatrias
Com calmaria
V
Que o ritmo
Das impossibilidades
Singulares
Clama em
Desentranhá-lo
Do sentir
Ardente
Para o aparente
VI
E sua unipessoalidade
Encantadoramente
Sedutora
É atroz e corrosiva
Para um ser também
Pungente
Que
Às vezes
Denuncia-se
Em ação
Lancinante
VII
Quero deixar
Dito o quanto seus
Olhos
Dois oceanos não – pacíficos
Ninam
No fogo
Do contraditório
O real
Um momento
De esteio
Outro a
Catapulta
Do insólito
VIII
E inconclusamente
Passando ao
Largo
E
Silenciosamente
Pego a congruidade do
Viver
Para
Alforriar-me
Nessa noite
De abril
Desse sentimento
Unissonante
Ainda beligerante
IX
E para terminar
Esse canto
Parafraseando os poetas
Procurando espaço para passar com os meus passos,
Adeus...Adeus...Adeus...
Zezé de Menezes.
Lua Nova – Vivenda – Iguape - 01.04.2006
Indubitavelmente esplêndido!
ResponderExcluirAlém de ótima professora, pessoa.. uma ótima poetisa!