quinta-feira, 7 de julho de 2011

DEVIR

No devir, sempre o devir...
Buscando a eudemonia...
Quero o prazer dos
teus olhos
dois oceanos não pacíficos...
No devir, sempre o devir...
Quero o momento essencial
do estremecimento e do
arrepio
no acasalamento sublime
de dois seres unipessoais
que não sublimam mais
o prazer do presente...
No devir, sempre o devir...
Quero o diapasão de dois seres
que fundem e desnudem as almas...
No devir, sempre o devir...
Quero que a aparência do real seja
efêmera
e os dois seres sintam juntos
silenciosamente
a musicalidade
do prazer singular
No devir, sempre devir...

Zezé - Pelúdio de lua cheia de 11 de Fevereiro 2007 - Itatira - Ceará.

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